sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Teatro.

Certo número de pessoas numa roda de falsas amizades. Uma olhando as outras com um carinho falso, fingindo gostarem de estarem ali, mas o maior desejo de cada uma delas é estar em outro lugar, qualquer lugar, menos ali, pois na verdade eles só estão cumprindo seu papel. Eles só são atores do teatro da vida, seguindo seu script fielmente. A garota magoada sabe que pode superar o namoro perdido, mas o seu papel será sofrer até ele voltar, então ela aceita. O garoto que não queria estar com a garota que está lhe beijando agora, ele queria estar com a outra, a que estava na sacada de casa o observando amarguradamente beijar uma garota que ele não sente um terço de afeição sequer, mas mesmo assim, ele continua ali, é o seu papel, e ele tem que aceitar isso. Ou o garoto que manda todos os dias uma rosa com um bilhete para a garota amada, porém ela não percebe que ele a ama, ela se engana, pensando que foi outro rapaz, que se dá bem na história mesmo sem saber, e o outro ator ficara magoado, mas é o seu papel.

O seu script é o instinto e a razão, muitos seguem as emoções, por isso continuam nesse papel de uma peça ruim, já os que pensam vão longe, vão fazer lindas peças em Paris ou em Nova York.
No fundo, nenhum deles queria estar ali, mas a vida havia posto eles ali, no medíocre teatro da vida.

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

sentimentos.

Sinto algo estranho dentro de mim. É uma sensação nova... Nunca senti algo assim... E então, eu dou um murro na parede. Eu paro olhando assustada para minha mão dolorida, ele está meio vermelha. Acho que... Estou com vontade de extravasar. Coloco uma música agitada e aumento o volume e começo a esmurrar meu colchão (sorte dele que ele é resistente). Eu sentia como se estivesse descarregando algo muito pesado dentro de mim, são sentimentos irreconhecíveis, por isso não sei como descrever e apenas os descrever não é o suficiente para mim.
Então eu grito, e aí eu me sinto mais leve, eu sorrio para o nada e continuando extravasando, me sentindo mais leve a cada soco, a cada grito, e no fim eu consegui entender o que eu sentia. Raiva, indignação, por coisas pessoais e por coisas públicas. Como por exemplo, o governo tirou o direito de detentos de votar! Eu sinceramente odiei isso! O país vive dizendo “Somos todos iguais e blá, blá, blá” E aí na hora de votar eles tiram esse direito de pessoas que erraram, porém que estão pagando pelos seus erros, pessoas que no fundo querem uma nova chance e o que o país faz? Fecha-lhe a porta na cara.
Na verdade eu só queria viver num mundo sem orgulho, sem raiva e estresse, mas eu sei que isso não é capaz, então o jeito é tentar me controlar e esperar a morte chegar sorrateiramente mais para perto de mim, a cada dia, a cada hora, a cada minuto, a cada segundo.

Primeiro Post.

Eu sou uma pessoa sem sentido algum. Amo música, literatura, sou engraçada e ao mesmo tempo melancólica, minha cabeça é um mar de confusões, mas no fim eu sou decidida, quando tomo uma decisão eu faço, como quando eu tomei a decisão de fazer esse blog. Eu tenho inúmeras ideias malucas em minha mente, e porque não compartilhá-las? Garanto que aqui você irá rir, chorar, rolar de rir e rir mais um pouco, minha mente é meia louca, ela é sem pé & nem cabeça.