terça-feira, 14 de setembro de 2010

Uma batalha.

Eu o observo de longe, pensando: “Você não sabe o efeito que tem sobre mim”
Eu tento fingir ser normal perto dele, mas é inevitável, é inevitável sorrir involuntariamente e ele retribuir seu sorriso, mas seu sorriso não é qualquer sorriso, é um sorriso puro, limpo e alegre. Quando ele sorri pra mim, meu coração se enche de alegria, pois está estampado na cara, está estampado no olhar e principalmente está estampada no sorriso, a sua alegria.
Como eu queria ser só amiga dele, para assim não passar por isso, para não ficar enfrentando um dilema diferente a cada dia.
Eu tento esquecer que ele está virando o motivo para deixar meus sentimentos loucos. Eu tento deixar isso de escanteio e me concentrar no meu trabalho, na minha vida, mas... ELE ESTÁ LÁ TAMBÉM!
Eu tento não pensar nele ao máximo, tento não falar o seu nome ao máximo, para que não desconfiem de que eu gosto dele, eu tento ser discreta ao máximo, mas nem é sempre que eu passo despercebida.
Pois, ás vezes, ele me olha de lado e sorri um sorriso genuíno, um sorriso puro, e isso já é o bastante pra mim.
É claro, eu não o deixo em primeiro lugar, eu sei me controlar. Eu sei por Deus em primeiro lugar, e depois minhas responsabilidades, e só depois, ele, só depois o observar conversar com os amigos e sorrir alegremente para mim, só depois que eu paro pra ouvir a sua voz falando comigo e brincando e sorrindo, só depois pra rir de suas brincadeiras e tentar pegar algo que ele colocou em um lugar alto que eu não alcanço.
Só depois que eu paro pra brincar com ele, e o observar sorrir animadamente falando da minha altura, e sorrir mais ainda quando eu dizia que não era baixa, ele que era alto de mais.
Todos os dias eu me pergunto: “Quando é que isso vai acabar meu Deus? Quando é que eu vou encontrar minha metade?”
E enquanto isso, eu o observo, sorrindo para mim alegremente, enquanto eu estou numa batalha de sim e não na minha mente.

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