sábado, 25 de setembro de 2010

Uma carta.


            Eu não estou bem, eu juro.

Eu ouço músicas melancólicas, sinto um buraco em meu peito. Mas eu não tenho vontade de sumir. Eu só quero... Ser amada. Eu sei que é cedo de mais, sei que eu sou nova de mais, mas eu já fui amada, eu já tive alguém que me abraçava quando eu não estava bem, que segurava minha mão enquanto caminhávamos depois da escola.
E eu sinto falta disso, de ser amada, de chegar em casa e ele perguntar pelo o MSN se eu cheguei bem, se eu estava bem, de me ligar as três da manhã só pra ouvir minha voz, de procurar saber meus problemas e procurar me ajudar, alguém que ao me ver derramar uma lágrima solitária corra em minha direção para secá-la, para ver se estava tudo bem.
Eu sinto falta disso, é algo que nenhum amigo pode curar, é algo que Deus não pode fazer. Deus não pode segurar minha mão, não pode se sentar comigo abraçado e contemplar o tempo. Eu sempre fui carente de amor, meus pais não me dão amor o suficiente, eu me sinto um ursinho carente que só quer se amado, eu só preciso de um abraço sincero.
No final eu só queria dizer que o que eu mais quero é ser amada. Enquanto isso eu espero o meu amor chegar. Eu sinto meu coração chorando, carente, dolorido, ele só precisa de alguém que o ame, mas alguém que demonstre isso. É isso que há por baixo da máscara fria e sem sentimentos. Uma garota, se expressando de madrugada, com o teclado de seu computador cheio de lágrimas, lágrimas grossas e pesadas, lágrimas que só querem ser amadas. Em meus textos eu expresso que eu só quero ser amada, eu só quero alguém que me olhe com carinho e me dê um selinho e diga “Eu te amo”, só isso, acho que não é pedir de mais, eu acho.

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